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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Estudo da USP para atenuar efeitos do Parkinson busca pacientes voluntários

Mãos da terceira idade com sintomas característicos da doença de Parkinson – Fotomontagem sobre foto de Marcos Santos/USP Imagens

Tremores, lentidão dos movimentos, rigidez e atrofia muscular, dores e dificuldade para iniciar ou continuar determinados movimentos – como começar a caminhar ou se levantar de uma cadeira – são sintomas característicos da doença de Parkinson, que atinge principalmente os idosos. Trata-se de uma doença progressiva do sistema neurológico, ainda sem cura.
Pesquisadores do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos da USP, em parceria com o Centro Universitário Central Paulista (Unicep) em São Carlos e a Universidade Martin Luther de Halle-Wittenberg, na Alemanha, reuniram esforços para tentar reduzir os efeitos da doença. Eles testaram um protocolo que diminui as dores musculares, a rigidez dos músculos e dos tremores desses pacientes, utilizando uma combinação simultânea de laser e de sucção dos músculos.
Pelo sucesso alcançado nos testes preliminares, o grupo está convocando pacientes voluntários com Parkinson para se cadastrarem na Unidade de Terapia Fotodinâmica pelo telefone (16) 3509-1351. Com um maior número de voluntários, a técnica estará mais rapidamente disponível a quem precisa.
Professor Vanderlei Bagnato testa o novo equipamento no Laboratório do IFSC – Foto: Divulgação/IFSC

O fato mais notável do protocolo é que foi utilizado um equipamento desenvolvido pela própria equipe da USP há algum tempo, mas com outra função. “Reutilizamos esse equipamento que estava – e está – dedicado à melhora da condição muscular e à estética, e os resultados foram impressionantes quando o aplicamos em doentes com Parkinson. Quase não deu para acreditar”, relata o pesquisador Antonio de Aquino Junior, coordenador da Unidade de Terapia Fotodinâmica, que funciona na Santa Casa da Misericórdia de São Carlos.
Para o professor Vanderlei Bagnato, do IFSC, a surpresa também foi grande. “Estou muito surpreso com estes resultados preliminares e, se não visse, não iria acreditar. Todos os dez pacientes submetidos a este procedimento tiveram melhora significativa nas dores, bem como diminuição da rigidez muscular e dos tremores”.
Embora as células cerebrais que comandam a parte motora continuem a fazer estragos, com a progressiva perda de comando, o que é inevitável, o certo é que estamos conseguindo dar um conforto, um certo bem-estar a esses pacientes, de forma a que consigam executar atividades cotidianas.
Isso graças a um processo de vascularização e estimulação muscular proporcionada pelo equipamento, na adequada combinação da mecânica de sucção e o bioestímulo do laser, explica Bagnato. O professor salienta que este protocolo não substitui a medicação que os pacientes têm que tomar.
Adaptado de Rui Sintra, da Assessoria de Comunicação do IFSC

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