NOVAS IMAGENS MOSTRAM QUE PASTORA AGRESSORA ESTÁ MENTINDO

As novas gravações de câmeras de segurança enfraqueceram ainda mais a versão apresentada pela pastora Renata Vieira, pré-candidata a deputada estadual pelo PL em Minas Gerais, após ela ser filmada agredindo um homem durante a entrega de móveis em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A confusão aconteceu na manhã de quinta-feira, 16 de julho, no bairro Cabral.
O homem agredido é policial rodoviário federal e estaria fazendo um bico como entregador de móveis no momento do episódio.
Segundo o relato apresentado por pessoas ligadas ao trabalhador, e também testemunhas presentes no local, ele estava sozinho e explicou que não conseguiria descarregar um sofá de cinco lugares sem ajuda.
Por isso, precisaria retornar à loja para buscar outro funcionário.
Renata não teria aceitado a decisão, dando início à discussão.
Os primeiros vídeos mostraram a pré-candidata dando dois tapas no rosto do homem, agarrando sua camisa, tentando derrubá-lo e arremessando uma pedra em sua direção.
Após a repercussão, Renata afirmou que teria sido agredida primeiro.
Segundo ela, o entregador a reconheceu como pré-candidata bolsonarista, passou a provocá-la por motivos políticos, recusou-se a concluir a entrega, deu chutes e socos e ainda teria jogado o veículo contra ela.
Renata chegou a reconhecer que errou ao bater e entrar em confronto físico com o homem, mas alegou que apenas reagiu depois de receber uma “bicuda”.
As novas imagens de segurança, porém, mostram os momentos anteriores à agressão e não registram o trabalhador atacando fisicamente a pastora antes dos tapas.
Também não aparece qualquer ação que sustente a alegação de que ele teria preparado uma provocação para fazê-la perder o controle.
Testemunhas ouvidas durante o registro da ocorrência também afirmaram que o policial rodoviário federal não tentou agredir Renata e que ela já se mostrava agressiva antes do confronto.
Moradores que não quiseram se identificar, também afirmam que a pastora já protagonizou confusões e desentendimentos com vizinhos.
Depois que as novas imagens começaram a circular, a pré-candidata trouxe uma outra versão: a de que teria sido vítima de uma grande armação política.
Renata agora sugere que integrantes da oposição teriam usado o policial, que estava trabalhando como entregador, para montar uma armadilha destinada a provocar uma reação, gravá-la e destruir sua candidatura.
Até o momento, porém, não foi apresentada nenhuma prova de que o homem possua ligação com adversários políticos de Renata ou de que a entrega tenha feito parte de uma ação planejada.
A própria sequência registrada pelas câmeras contraria essa narrativa.
As imagens mostram uma discussão provocada por um problema comum durante a entrega de um móvel e, depois, a pré-candidata partindo para as agressões.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais, que deverá analisar os vídeos, os depoimentos das testemunhas, o boletim de ocorrência e os exames realizados pelos envolvidos.
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